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HISTÓRIA DA CASA

O Ilè Asé Igbá Odé, foi fundado pela Iyalorisa Regina de Oxossi, na rua Professor Bulamarque, 67 Vaz Lobo e depois veio para a antiga rua Maroim que atualmente é a rua Compositor Silas de Oliveira, 68 - Madureira - Rio de Janeiro. A casa ainda muito simples, tinha uma agenda interna com as obrigações de orisa e pública com festas de erê e Esu. Muitos clientes e adeptos da casa, filhos também oriundos de outras casas e muita luta na sua formação. Ajudaram nesta formação o meu padrinho orunkó falecido Miro de Oyá (In memoriam), a falecida Dilê de Iemanjá (In memoriam) e Iyá Sango Mãe Jacyra de Oyá, que está até hoje na casa. E neste período Mãe Regina fez algumas viagens a Salvador, Recife, Fortaleza e Alagoas.

Em 1984, fez o 1º barco Rombom da casa: Omolu e Ossaym, que realizaram todas as obrigações na casa, até a de 21 anos, estando ainda no Ilê. Mãe Regina contou com o auxílio de Maria dos Anjos de Obá e sua irmã, Pai Santinho de Iemanjá, Pai Jessé de Ogum e falecido Miro de Oyá. Sempre nos mantivemos o respeito a Sango.

Durante todo este período a Mãe Regina manteve as obrigações em dia, a casa segue o seu caminho. E com a participação de meu Pai Francisco de Iemanjá continuamos o Asé de Oxossi e sempre desde da inauguração e sempre nação de Ketu. Ele iniciou o Otum Láàse Papai Luiz Gustavo de Osaguiyan, (futuro herdeiro do Ilê e fez várias participações em obrigações e festas do Ilê.

No falecimento de Pai Francisco, a Mamãe Regina de Oxossi deu prosseguimento a sua vida e o do Ilê. Hoje no Asé Opô Afonjá - RJ, com nosso Pai Bira de Sango, do Parque S. José - RJ, continuando assim a nação de Kétu, "Ilê Asé Igbá Odé" que é a "Casa de força aonde se reúne para rezar ao caçador". O Ilê se apresenta não só como casa de asé da nação Ketú, mas como um centro de memória, cuja preocupação é o resgate e preservação do culto de matriz africana e a difusão da cultura. O Ilê como Instituição fez e participou de vários eventos culturais do Rio de Janeiro e em outros estados, fez várias participações com o Governo Federal.

O dono da Casa Odé Karê, e sua fiel representante a sacerdotiza Iyalorisa Regina de Oxosse, conserva uma corte de Oloiyés de casa, ogãs, Ajoiyés (Equede), filhos, Ebom's, yaôs, abians, clientes e simpatizantes.

Temos a característica de candomblé família e muito organizado, seguidos de várias reuniões e ensinamentos aos filhos, tudo teremos um resultado final de festa bonito. Conservamos o respeito, ética, moral e postura espiritual, pesquisa e ensinamentos, mensagem da casa.

Mãe Regina d'Oxossi iniciou em 26/04/1976 a nação ketu, fez Odé Karê - meu Pai e Osum minha mãe - "Odé Farokan". Sempre procurou respeitar à religião, foi difícil, árduo como mulher lutar tanto, "porém quando vejo minha casa hoje, me sinto vitoriosa"... Deu todas as suas obrigações como Pai Francisco de Iemanjá. Com o falecimento dele dei continuidade com meu Pai Bira de Sango - Ogô Odô em Parque São José - Belford Roxo - RJ - Ase Opô Afonjá - Salvador - BA.

Que é filho de nossa falecida avó Mãe Cantu, que foi Iyá Egbé do Asé, em Salvador. No decorrer de minha vida, fiz vários cursos como: Ifá, Parapsicologia, Cursos Esotéricos e segue os títulos de Mãe Regina de Oxosse.

  • Iyalorisa do Ilè Asé Igbá Odé.
  • Ifá Tosin - No culto de Ifá.
  • Iyá Kolobá Sangô - No Ilè Asé Ojú Obá Ogo Odô.
  • Osi Yalodê - No culto de Egum de origem das amoreiras na casa Ojé Braja - RJ.

Meu Ingresso a Universidade foi:

  • Universidade Nacional de Mendonza - Argentina
  • Universidade Santa Ursula - Rio de Janeiro
  • Universidade Estácio de Sá
  • Cursos de Administração de Empresas, Arqueologia e Turismo.

Mãe Regina d'Oxossi lançou o primeiro Coral Sacro Afrodescendente do Rio de Janeiro de Casa de Candomblé. "Coral Igbá Odé".

Realizou vários eventos afros e exposições, com prefeituras, governos de estado e várias universidades, como UERJ, Gama Filho e UFRJ.

Realizou vários cursos com a comunidade local, através do Governo Federal.

Realizou várias palestras no Brasil e exterior.

Realizou vários simpósios.

  • Luta pelo meio ambiente, no Parque Nacional da Tijuca - RJ

É radialista de Emissora da Rádio Metropolitana - AM 1090 KHz - Domingo de 22:00 às 23:00hs e trabalhou em várias rádios AM e FM, desde 1985.

Fez várias participações em TV, e durante um ano e meio, no antigo canal 13 - TV Rio no Programa "Rio Urgente".

Teve várias reportagens em jornais e revistas, no Brasil e no exterior. A mais recente foi a revista TV Brasil na última semana de 2005.

Lançou o CD de previsões e CD de Culto a S. Sara Kalli, cultura do povo cigano, no qual mãe Regina em sua programação de rádio aos domingos, na Rádio Metropolitana às 22:00hs, tendo um quadro específico de Cultura Cigana.

Deu diversos cursos no Ilê para aperfeiçoar os seus adeptos. Mãe Regina d'Oxossi tem filhos no Brasil e exterior.

Viajou muitas vezes à Europa, América do Sul, Caribe, Venezuela com exposições e palestras, divulgando o candomblé do Brasil, participando de vários eventos.

 

....::::| MENSAGEM DA CASA DE ASÉ |::::....

 

"Vinha caminhando pela Rua Compositor Silas de Oliveira em Madureira, vi uma casa chamada ILÉ ASÉ IGBÁ ODÉ.
Entrei na casa e vi logo na chegada à casa de Esu e Ogum. Fiquei contente, salvei e perguntei!

_ Esu e Ogum vou ser ajudado aqui nesta casa?

Eles responderam:

_ Sim, terás os dons do Caçador.

Perguntei:

_ Isto me custará caro?

Resp.:

_Não. Será tudo de graça.

Perguntei:

_ Qual o dia que poderei vir?

Resp.:

_ Todos os dias, mas em especial as quintas-feiras, você terá o prazer de ver pessoalmente o Senhor da Caça, o Rei do Ketú.

Aí completei:

_ Ah! Sim, já sei que nesta casa tem jarros de amor, potes de Fé, pacotes de esperanças, caixinhas de alegria e união e vasos de sabedoria!

E tomei coragem e pedi!

_ Por favor, Esu e Ogum:

Eu quero muito o amor do Deus Caçador, quero o Equilíbrio do Senhor da Justiça, quero o amor da Deusa do amor, quero todo o perdão do Deus Oludomarê, um vidro cheio de Fé, bastante Felicidade e Salvação, um saco de esperança, quero proteção para mim e para toda a minha família. Então o Esu do Caçador me preparou um embrulho tão grande, que não cabia em minhas mãos e Ogum me deu um saco para levar tudo.

Sem entender perguntei-lhe:

_ Como é possível colocar tantas coisas num mesmo embrulho?

O Esu me respondeu:

_Meu querido irmão: "Se você é Omó Orisa, ou simples simpatizante, entenda que no ILÉ ASÉ IGBÁ ODÉ, o Deus Caçador, não oferece os frutos e sim apenas às sementes..."

Iyá Regina d'Oxossi